Sobre o que sonhamos e deixamos de sonhar, e o que a terra anda a procurar.

Domingo, 30 de maio de 2021 (hoje eu colhi açafrão-da-terra, plantado e cultivado no meu jardim, por mim mesma) "De dia já não saíamos, de noite não sonhávamos. O sonho é o olho da vida. Nós estávamos cegos." – Trecho do primeiro caderno de Kindzu, O Tempo Em Que O Mundo Tinha A Nossa Idade,... Continuar Lendo →

Antes que chegue o dia dos pais

Domingo, 16 de maio de 2021 (dia de nada) No domingo passado, segundo domingo de maio, foi comemorado o dia das mães. Minha filha veio nos visitar no último fim de semana, em razão da data. Passei quatro dias "chocando", como dizemos por aqui, numa referência à galinha com seus pintinhos. No sábado de manhã,... Continuar Lendo →

“E assim já não posso sofrer no ano passado” – uma crônica para 1, para 400.000 e para o Belchior também

Sexta-feira, 30 de abril de 2021 (fechando um abril despedaçado) Skagen Graa Fyr, Farol de Skagen, Dinamarca (foto do meu arquivo pessoal) Abril foi um mês bem comprido por aqui. Disseram que no Brasil este seria o abril mais triste das nossas vidas até hoje, não importando que idade tivéssemos. Particularmente, no meu caso o abril... Continuar Lendo →

Azul da cor da minha pura memória de algum lugar

Quarta-feira, 31 de março de 2021 (sem flores nem generais) "Já aí Miguel cobrava também interesse por nhô Gaspar, nele encontrava a maneira módica do povo dos Gerais, de sua própria gente, sensível ao mudo compasso, ao nível de alma daquelas regiões de lugar e de viver. Contra o sertão, Miguel tinha sua pessôa, sua... Continuar Lendo →

Cora Coralina, Pablo Neruda, um pouco de Belchior, uma amiga e eu

Domingo, 7 de março de 2021 (e eu sonhei com meu avô ontem à noite) "Faz da tua casa uma festa!  Ouve música, canta, dança... Faz da tua casa um templo! Reza, ora, medita, pede, agradece... Faz da tua casa uma escola! Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina... Faz da tua casa uma loja!... Continuar Lendo →

“Que me perdoem se eu insisto neste tema”

Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021 (e lá vamos nós mais uma vez) Ultimamente escrever tem sido meio penoso para mim. Eu gosto de contar histórias mas, acima disso, gosto de falar de coisas boas. Falar de coisas boas na nossa cena atual, indo dormir todas as noites com a notícia de 1500 mortes diárias,... Continuar Lendo →

“Viver como toda essa gente insiste em viver”: – não posso, não devo, não quero (meu lamento ao Boca Livre)

Domingo, 31 de janeiro de 2021(...) Hoje faz 10 meses e 12 dias que a pandemia do novo coronavírus começou a fazer parte da minha vida. No dia 19 de março de 2020 a empresa privada onde trabalho e o serviço público no qual sou concursada suspenderam, simultaneamente e por decreto municipal, o atendimento geral... Continuar Lendo →

Walk On! – Vida longa à memória do Tolkien e às histórias da gata preta!

Domingo, 3 de janeiro de 2021 (primeiro domingo do Anno Spei) (...) – Mas estive pensando, Sr. Frodo, há outras coisas das quais podemos nos privar. Por que não tornar o fardo um pouco mais leve? Estamos indo para lá agora, o mais direto possível. – Apontou para a Montanha. – Não adianta levarmos coisa... Continuar Lendo →

Os ventos que sopram e levam dezembros

Quinta-feira, 31 de dezembro de 2020 (primeira grande chuva no último dia do dezembro de um annus horribilis) "Veio o vento e soprou o calendário".  lírio-do-vento, lírio-da-chuva - uma das minhas flores preferidas.  Lygia Fagundes Telles dedicou seu livro A Disciplina do Amor, publicado pela primeira vez em 1998, ao único filho que teve, Goffredo... Continuar Lendo →

O dia em que eu me atrevi a resenhar Marcel Proust

Domingo, 22 de novembro de 2020 (porque não temos tempo a perder) “E compreendi que a matéria da obra literária era, afinal, minha vida passada.” – Marcel Proust, O Tempo Redescoberto (volume 7 de Em Busca do Tempo Perdido) Esta crônica de hoje eu escrevi alguns anos atrás quando terminei de ler Em Busca do... Continuar Lendo →

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